"... por conseguinte, os homens de bem não querem governar nem por causa das riquezas, nem das honrarias, porquanto não querem ser tratados por mercenários, exigindo abertamente a recompensa por seu cargo, nem de ladrões, tirando vantagem da sua posição. Também não querem governar por causa das honrarias, uma vez que não as estimam. Força é, pois, que sejam constrangidos e castigados, se se pretende que eles consintam em governar; de onde vem que se arrisca a ser considerado uma vergonha ir voluntariamente para o poder, sem aguardar a necessidade de tal passo. Ora, o maior dos castigos é ser governado por quem é pior do que nós, se não quisermos governar nós mesmos. É com receio disso, me parece, que os bons ocupam as magistraturas, quando governam; e então vão para o poder, não como quem vai tomar conta de qualquer benefício, nem para com ele gozar, mas como quem vai para uma necessidade, sem ter pessoas melhores do que eles, nem mesmo iguais, para quem possam relegá-lo. Efetivamente, arriscar-nos-íamos, se houvesse um Estado de homens de bem, a que houvesse competições para não governar, como agora as há para alcançar o poder, e tornar-se-ia então evidente que o verdadeiro chefe não nasceu para velar pela sua conveniência, mas pela dos seus subordinados. De tal maneira que todo aquele que fosse sensato preferiria receber benefícios de outrem a ter o trabalho de ajudar ele os outros."
Oi pessoas! Hoje não tem texto meu, mas vou deixar um texto da Folha de São Paulo, de autoria do Daniel Piza, sobre os enredos de Carnaval, ele teve saco de ler, eu não! :P
"Carnaval deveria ser o contrário de padronização, mas dê só uma olhada nos sambas-enredo. Em todos os das escolas de São Paulo, o criacionismo é exaltado: "Vem do céu, dádiva do Criador" (Imperador do Ipiranga); "E deixa a passarela iluminada/ Pelas mãos do criador" (Unidos do Peruche); "Deus fez o homem de barro" (Águia de Ouro); "Fonte de energia natural/ Concebida pelo criador" (Acadêmicos do Tucuruvi), etc. Também é difícil achar letra que não exalte o Brasil, em especial por duas características: beleza natural e mistura racial. A X-9 junta ambas: "Brasil, sua bandeira espelha essa grandeza/ No céu, estrelas olham a natureza/ Protegendo as riquezas do seu chão/ Gigante, na cultura, na raça/ Da mistura, da massa/ a transformação". Esta palavra, transformação, e também renascer, reciclar, renovar - de acordo com o ritual do Carnaval -, são as mais comuns. Assim como resplandecer, clarear, iluminar, sol, exuberância - e, claro, paz, energia, sonho, magia, esperança e fé. Isso para não falar nos lugares-comuns e redundâncias ("A luz solar irradia o amanhecer", "A ambição gerou ganância e cobiça"), que não raro embalam histórias sobre impérios de outros tempos (a Casa Verde canta do romano ao britânico e depois acrescenta: "Meu Brasil com a força de Deus o Império formou"). Desta vez não achei nenhum "E a Babilônia...", mas a fênix está lá, "radiante" no samba da Nenê da Vila Matilde. Nessa tríade ufanista entre religião, natureza e nostalgia imperial, o que menos se vê é criatividade e espontaneidade. O Carnaval poderia fazer folia consigo mesmo."
E um comentário da leitora Valkiria, que eu achei bem interessante:
"Creio que o problema de falta de espontaneidade se deva à absoluta predominância da forma sobre o conteúdo. A forma (alas, carros alegóricos, tempo cronometrado, fantasias cheias de luxo e brilho, passos marcados) sobrepujou o conteúdo, como se vê nas letras dos sambas-enredo. Como rir de si mesmo e demonstrar alegria na Avenida se com um escorregão do integrante a Escola perderá pontos na apuração? Hoje, em alguns lugares como RJ, SP e Salvador não existem mais a festa popular, alegre e espontânea como dos carnavais de antigamente. O Carnaval é um grande negócio e só tem acesso a ele quem pode pagar (caro). Ontem li uma notícia num jornal de economia que dizia que a Mangueira está estudando uma maneira de virar Fundação com o objetivo de “profissionalizar a gestão” da Agremiação. Isso não seria o contrário de toda e qualquer espontaneidade? Sinal dos tempos? Reconheço, porém, o importante trabalho social de várias Escolas de Samba em comunidades carentes e conheço pessoas muito humildes que dão tudo por sua Escola de coração, até mesmo parcelam sua fantasia ao longo do ano na impossibilidade de pagá-la à vista, tamanha a importância que essa entidade tem para elas, o amor é imenso e difícil de explicar. Acho que Carnaval é assim mesmo: uns amam, outros odeiam. Mas que poderia ser melhor e mais gostoso, isso poderia."
Abçs,
... do Pica-Pau:
- E lá vamos nós...
- Em todos estes anos nessa indústria vital, esta é a primeira vez que isto me acontece!
- Agora, professor, você é uma bombinha!
- Você viu o pica pau? Aquele de cabelo vermelho? E de grande nariz? E que faz Rárárá? Yo no lo conosco señor!
- Um mergulinho, um mergulhinho, e não desperdice o meu açucar!
- Não consigo ler nada.
- Quando você vai embora, e eu fiiico, e choooro, e choooooooro...
- Talvez eu esteja louco... eu vou ver o psi... isqui... vou ver o doutor.
- Chamando doutor Hans Chucrute. Chamando doutor Hans Chucrute.
Inaugurando uma nova sessão no blog: As Dez mais...
As Dez frases mais marcantes do seriado do Chapolin:
- Pépe, já tirei a vela!
- Isso me dá coisas!
- É o pirata Alma-Negra, é o fantasma do meu tá tá tá tá.. Ah, são quartorze tá-tás.
- Tragam a padiola!
- Vou tomar minhas famosas pílulas de nanicolina!
- Honolável senhor quer casar com honolável filha de Sáiporaí Táporaí.
- Puxa!
- Não são pedras, são aerolitos!
- É a varinha do xirrim-xirrion do diabo!
- Pi pi!
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